27 de jul. de 2009

Nosso presida...




Como através de palavras seria difícil homenagear a todos do Bafo, não por faltar palavras e adjetivos, mas todos sabem como isso é complicado, escrevo pelo menos o que sinto sobre todos os integrantes. E seria injusto se demorasse muito a escrever sobre ele, um dos pilares desta rapaziada que se juntou para jogar futebol, beber uma brahma e mostrar os dentes (dar risada). Como já confidenciei a alguns amigos, acho que soube melhor do que eu passar pelo momento difícil em que se encontra. Mesmo assim tomou frente do campeonato que estamos disputando, do rancho do Michael Jackson, e da família que precisou, precisa e ainda vai precisar muito dele.


É o homem da pedalada mais lenta do planeta, inventou um drible que só ele consegue aplicar, o gancho, onde ele domina a pelota, e... (deixa pra lá, é complicado até para descrever). Está sempre disposto a churrascos, cervejinhas após o futebol, contato com patrocinadores, cobradores, e toda a fauna que tenta se aproveitar dos famosos integrantes do bafo. Diz que "o bafo ainda será o time mais temido do planeta", e não duvida um centímetro disso. Aproveita o sobrenome de antepassados espanhóis, e diz que faz parte da casta. Tenho minhas dúvidas, mas amigo é pra essas coisas.


Na infância deve ter tomado muita fanta, apesar de não admitir, pois sua vasta barba possui a mesma coloração do refrigerante. Sempre bem vestido, apareceu no casamento de um amigo com um Julian Marcuir que deu inveja até no noivo. Parecia um estofado três lugares, tal o garbo de sua vestimenta. Conseguiu agregar ao Bafo ótimos companheiros, como Mamá Luca Toni, Titi Conejo, e ao lado do Fê Cheiro de Táxi, é o maior pegador da turma. Onde vai, diz ele, belisca... Será???


Ao nosso eterno presida Rafa Barajas, força, paz e muita luz nesse momento. Tenho certeza que se precisar, todos estaremos juntos para ajudá-lo. Obrigado pelas buchas, pelo drible gancho, pelo Julian Marcuir, e pelas conversas noite afora. Além do Bafo, do Corinthians e do cabelo ruim, agora temos mais um motivo para estarmos juntos nessa. E assim como meu pai, sua irmã estará de olho em todos lá de cima...

20 de jul. de 2009

Amigos para Siempre



20 de julho. Dia do Amigo.

Dica do Mamá - fã nº 1 do Los Manolos

14 de jul. de 2009

Parabéns Fralda...


Ele tem jeito de durão, parece filho de nórdicos, nas raras as vezes em que toma sol fica tão rosado como bunda de neném. Pilota a Centrográfica com autoridade e a competência de poucos ao lado de Luiz "Paulinho McLaren" Giovanelli, ou somente "seo" Luiz, por obra e arte do moço lá de cima pai de todas as horas, que o ensinou desde cedo os atalhos para escapar das armadilhas da vida, e ser feliz. Tem as próprias convicções, e não larga delas em nenhum momento.


Fã de Evair, Mestre Chapinha e Mustafá Contursi não é necessário dizer que é palmeirense doente, assim como o irmão mais novo, o pai, e quase todo o clã Giovanelli, tirando Ronaldo, ex-goleiro do arqui rival. No calor de qualquer discussão envolvendo papéis ou reforços para o verdão, seus olhos dão a impressão que vão pular do rosto, e o tom rosado invade sua tez novamente. Sem falar nas suas mãos que não param um minuto sequer, inconformado com tipos como Luxemburgo, Ricardo boiadeiro e Lúcio, que segundo ele "não tem sangue nas veias para vestir a camisa verde".


Casado com Gislaine, pai de Nicolas e Isabella é titular absoluto no coração de todos do bafo, apesar de nunca terminar uma conversa com ninguém. Se ele perguntou e a pessoa demorou para responder, terá que caçá-lo para terminar a conversa. Se não fosse proprietário de gráfica com certeza poderia ser dono de açougue, mestre churrasqueiro ou qualquer outra coisa do gênero, pois é um expert no que se refere a cortes de carnes nobres, modos diversos de preparo e acompanhamentos. Sempre abastece de forma qualificada os exigentes bafenses em churrascos na quadra #4, Itú, ou ainda quando possuíam uma bela propriedade em Indaiatuba, interior de São Paulo.


Rodrigo, Alemas, Fralda tudo isso só para desejar os parabéns, paz, saúde, felicidade, obrigado pelas lágrimas, pelo companheirismo, pelo churrasco, pela lealdade, pela sua família que também é nossa, pelas diversas acolhidas em Indaiatuba, pelas discussões acaloradas, pelo coração gigante, e por estar sempre presente em qualquer situação.

23 de jun. de 2009

Além de tudo...


Não sei porque ganhou o apelido de Fubá, mas ele nasceu Fabiano Al Makul, casado, pai de duas lindas meninas. Grande empresário, é o braço direito de Daniel Al Makul e tocam juntos a gigante Casa Fortaleza, especializada em tapetes, carpetes, cortinas, pisos de madeira e afins. Apaixonado por música, conhece como poucos a arte de dedilhar um cavaco, e tem na ponta da língua um set list de dar inveja a muito músico profissional. Não tem a veia artística de Don Blau, e nem o ímpeto raivoso do irmão mais novo Ricardo Al Makul, mas gosta de uma boa prosa, contar casos engraçados, e principalmente falar sobre futebol e samba.


No futebol tem estilo próprio, gosta de tratar a redonda com carinho. Parece lento, mas enxerga bem o jogo, e gosta de jogar com requinte. Não suja o uniforme, pois não gosta de cavar faltas, raramente se joga quando há possibilidade de chegar na bola, e não dá carrinho. Como ele mesmo diz, "isso é coisa de zagueiro". Apesar da aparente tranquilidade, e do cabelo estar sempre penteado, não foge de uma partida brigada e discussões. Gosta de usar bonés, mas como a cabeça é esquisita, fica ridículo usando o adorno. Mesmo assim, insiste e acha que está lindo.


É um ótimo companheiro, muito querido por todos. Tenho certeza que não só eu, mas todos que tem o prazer da sua convivência, tem a mesma opinião desse repórter que vos escreve. Mas havia uma habilidade dele que não conhecíamos: a alta costura. Com o crescimento do Bafo da Lontra, assim como em muitos times profissionais hoje consagrados, alguns dos próprios integrantes da equipe foram responsáveis pela confecção da primeira bandeira, do primeiro standarte. Para nossa sorte, além de todos esse atributos, nosso companheiro inseparável Fubá fez o mesmo e confeccionou a primeira da esquadra bafense, em um projeto chamado de LONTRA FLAG.


Fubá, obrigado pela cessão da sua casa nos dias de jogo, pelos mixtos quentes com a carinha do mickey, pelas saborosas histórias que só você sabe contar, pelos animados sambas no lontra bus, pela sua figura simpática, pelo seu futebol, pela confeccção das bandeiras, mas principalmente pela sua amizade...

10 de jun. de 2009

Juizão camarada...


Após duas vitórias convincentes, o Bafo da Lontra tinha pela frente o conhecidíssimo Alphaville, time que já havíamos enfrentado diversas vezes em amistosos, e outros torneios. Mas a confiança bafense ia nas alturas, a ponto de Kitcho Doberman salientar ainda na concentração "que estava achando a festa muito grande mesmo antes da bola rolar". Os latidos não foram ouvidos, e assim embarcamos em número recorde de atletas para o complexo ALPHA onde ficam localizados os campos de treinamento, quadras poliesportivas, sauna, piscinas e o campo principal do adversário. Realmente uma ótima estrutura, mas que comparada à nossa desenhada e erguida por JHSF MEGA BLASTER CONSTRUCTIONS INC., como diria a malandragem, "FICA PEQUENO".


O jogo começou antes da bola rolar, pois assim que adentramos o complexo fomos informados que teríamos que nos vestir em um espaço sem infra estrutura nenhuma. Apenas quatro chuveiros, um banheiro (que ficou impraticável depois que o Fucker Arabian conversou com o Barros de Alencar), abafado, e um espaço deveras acanhado para o tamanho da nossa instituição. Mas como diz o zagueiro Walls, "pau que bate em Chico, bate em Francisco também", e vamos aguardá-los ansiosos para o jogo de volta no caldeirão. Praticamente sem desfalques, e com o aquecimento prejudicado pela falta de um vestiário adequado fomos à campo com a certeza que faríamos mais um bom jogo, mas não foi bem assim...


Mordido pelos últimos resultados nos amistosos, um 4x3 e um 6x2, o Alphaville veio com um esquema de jogo ofensivo, jogando os dois atacantes para cima da zaga bafense, e dois armadores também enfiados entre os volantes, confundindo um pouco o sistema "ferrolho" utilizado por Blau Ferguson Santana. O bafo que veio à campo com Bomb Man, Barba Laranja, Boca de Graxa, Walls e Camoranesi; Janela, Simpatia, Fucker Arabian que deixou a feijoada no vestiário, e Doberman; Baiano e Flecha Loura; aguentou bem o tranco no começo, e logo impôs o seu ritmo de jogo. Mas com certeza absoluta, não era o bafo de outras jornadas, e passava alguns sustos. De repente, não mais que de repente, doberman avança com a redonda, e abalrroado pela marcação já raivosa com ele aquela altura da partida, pára reclamando. Fucker Feijoada Arabian que não tem nada com isso, aninha a redonda suavemente em seus pés macios, tira de dois marcadores e toca no canto fazendo 1 x 0 bafo. Na comemoração corre para o banco deles mostrando a camisa da Argentina. Cada louco com a sua mania... Mas o gol não traz tranquilidade, e Camoranesi salva a equipe em duas intervenções divinas. Pouco depois em uma jogada um pouco confusa Ronaldo, não o gordo, empata a partida após chute mascado que enganou Bomb Man. Fim da primeira etapa, e o hômi de preto não tinha nem aparecido ainda. Homem de preto, aparecido, isso me lembra presepada, lambança, enrosco...


No segundo tempo Camoranesi já havia salvado o time algumas vezes, e por isso deu lugar a Conejo. Cheiro de Táxi entrou na direita no lugar do barba laranja, numa manobra audaciosa do Águia de Haia dos Pampas para surpreender o adversário. E foi exatamente isso o que aconteceu, pois foram dez minutos de pressão bafense ininterrupta sem dar chance de respiro ao inimigo. Aí ele começou a aparecer, de preto, baixinho, sem saber porra nenhuma de regra, e para piorar com dois assistentes horrorosos, o soneca e o engessado. O jogo começou a ficar violento, muita falação, pernada pra todo lado, e o juiz parecia estar na praia. De repente, um dos atletas alpha resolve reclamar que o Professor tinha colocado o bico do sapato de cromo alemão em cima da linha lateral. Aí o soneca relatou ao árbitro que expulsou o chorão, que quis agredí-lo, que expulsou o Ferguson, que ouviu besteira de todo mundo. Na confusão, um dos jogadores adversários deu uma rasteira no árbitro que não teve coragem para expulsar o capoeirista, e aí foi a vez do zagueiro Walls encher o ouvido da excelência do apito. Uma verdadeira várzea, mas que teve como principal culpado sua senhoria. Aceitou de tudo, cartão de crédito, débito, dinheiro e cheque e não teve dignidade de tomar uma posição firme quando a "chapa esquentou". Juiz bundão, gritava um tiozinho bêbado, sozinho tendo ao seu lado apenas uma garrafa vazia de Malt 90.


Passado o entrevero, já com Caqui estreando no campeonato com o manto bafense após longo tempo no estaleiro, e Mamá Luca Toni também de volta ao time após o médico Carlos Verruga expulsá-lo do DM, pois era muito videogame e Black Label durante sua recuperação, nos lugares de simpatia e doberman que cansaram após muita movimentação e entrega. Mas, após boa jogada e troca de passes, Ronaldo fez o segundo deles e virou a partida. Aí foi a vez do Bafo correr atrás, e começar a criar inúmeras chances, a jogar como Bafo. Com a tranquilidade que lhe é peculiar, Caqui "achou" Luca Toni que bateu forte para dentro da área, a bola ainda passou por El Tanque (o irmão conseguiu o emprego que tanto alemejava no Camelo), e sobrou para ele que já havia saído, entrado - pois a regra permite - brigado, xingado, empurrado, feito churrasco, reunião, encontro de jovens, Doberman já começou a dar risada antes da bola entrar, enfiou o pé na cara da gorducha, e estufou a rede para o empate. Aí o que fez? Foi provocar, óbvio, sua especialidade, mestre nisso. Por isso a admiração que os adversários, carteiros, cobradores, frentistas, lunáticos e pessoas ligadas ao terceiro setor nutrem pela sua pessoa.


Ufa, joguinho enroscado, chato, amarrado, mas que transmitiu algumas coisas que devemos nos lembrar para a sequência do campeonato. Humildade é bom e conserva os dentes, e vamos numa boa sabendo do potencial que todos tem, mas usando-o de forma positiva. Doberman, bomb man com uma saída ninja no final do jogo no pescoço do atacante, simpatia, onipresente, janela, regularidade fantástica, Luca Toni e Caqui, os homens do segundo tempo, os destaques. E, fim...


7 de jun. de 2009

Segue o jogo.....



Contribuição do Barninho !

5 de jun. de 2009

6 X 2...


Em um campeonato onde todos os jogos estão sendo realizados fora de casa, (o LONTRA ARENA ainda não está concluído, faltando ainda a colocação da cobertura retrátil, patrocinadores para as placas de publicidade, e alguns outros "ajustes" importantes em uma arena multiuso), o importante é não deixar de somar pontos. E foi com esse pensamento que rumamos para o PSJ, afim de enfrentar o outro grande do torneio. Os desfalques para esta partida continuavam a ser Mamá Luca Toni, tornozelo avariado, Waltinho The Flash, estiramento, Alemão Fralda, pâncreas engessado, e Fubá The Fucker Arabian, problema no dedão do pé após pisão de Tiger Woods. Além deles, Blau Ferguson que foi à Europa atrás de reforços passava o bastão para os auxiliares, não sem antes mandar mensagens emotivas no celular de cada atleta, exaltando a qualidade de cada um , e a importância do grupo.


E lá foi o Lontra Bus rasgando a Marginal rumo ao campo "adversário", apesar da minha preocupação com a falta da concentração antes do jogo, tão importante em outras ocasiões. Mas, com concentração ou não, teríamos que jogar, portanto... Chegando lá um pequeno contratempo com o vestiário, mas que logo foi sanado pelo nosso Presida Rafa Barajas. Em um momento de concentração, reza, e colocação do fardamento qual a nossa surpresa após tantas e tantas rodadas o aguardando, que Caio Ribeiro, astro Global que tomou o lugar do Casão, aparece com sua habitual simpatia, e se junta ao grupo trazendo Horta, o Flecha Loura a tiracolo que também era dúvida.


Devidamente reforçado o Bafo começou a partida com the bomb man, barba laranja, boca de graxa, enxaqueca e conejo. Caio Global fazendo sua estréia, janela, simpatia e doberman. Baiano e flecha loura. No banco ainda tínhamos jogadores do kilate de Fernando boca de fossa, Pedrinho camoranesi, Coré redondo no GF, Tato pancinha, e Tio Nenê, o homem elástico, fantástico. O auxiliar Murtosa do Agreste estava sorrindo à toa, inclusive levantando a suspeita de alguns "maus" repórteres de que o motivo da sua felicidade não era a qualidade da equipe, e sim a rasteira que ele pensava em dar no professor após bom resultado conseguido no parque. O auxiliar rechaçou qualquer motivação nesse sentido, e disse "que o intuito era bater o Corinthians e depois preparar o Acem com vinagrete, sua especialidade".


O jogo começou e quando pisquei já estava três a zero com o o Bafo comandando o placar, dois gols do Global, e mais um do Doberman após pancada seca, rasteira, violenta e indefensável na cobrança de falta. Aí foi a hora de segurar e sair no contra ataque, nossa arma mortal. O esquema funcionava, mas a nossa pontaria estava descalibrada, e fomos desperdiçando oportunidades claras. Até que em um escanteio deles, a bola sobrou na entrada da área, o camisa 2 ajeitou e bateu, a bola resvalou no pé do simpatia e difcultou para o bomb man, 3 a 1. Fim de primeiro tempo, hora da água, conversa, ajustes, e bora para mais 45 minutos de pura arte.


No segundo tempo o Bafo voltou mais "AGUDO", termo lançado pelo mestre Blau, se não me falhe a memória. Baiano (achou mesmo que ele ia passar em branco?) se ajeitou em campo, e com tabelas rápidas com flecha loura, e depois boca de fossa seu substituto, (injustamente no banco após duas ótimas apresentações) fez o quarto, quinto e o sexto, e se não fosse por excesso de preciosismo, o saldo de gols do Bafo iria aumentar, mas o rapaz tem crédito, pois nos momentos de agonia ele sempre aparece para garantir o bicho. O Global precisava aparecer no jornal da Noite, e deu lugar a tato pancinha que mais uma vez entrou e foi bem. Mas a entrada mais aguardada depois de Tio Nenê, era sem dúvida do redondo Coré no GF. Afastado devido a contusões e problemas extra campo, ele entrou com seu estilo polaco, e se não fosse a falta de ritmo teria coroado a sua atuação com um gol estilo Bebeto. Mas a camisa 22 que é de Ribéry na seleção francesa, de Kaká no Milan, e Acácio na Copa de 90, está mais do que bem representada no corpo roliço do nosso lateral isopor.


Como em casos de vitória é mais fácil analisar a atuação do escrete, alguns foram os destaques no jogo contra o timão. Bomb man, explosivo em alguns momentos, mas a segurança de sempre. Barba laranja que ao lado do boca de fossa tem sido uma das boas surpresas, se arriscou no ataque, e até chutou em gol. Caio Global, muita consciência no toque de bola, ditou o ritmo do time. Janela, mais uma atuação impecável, dinamismo no toque de bola, e proteção à defesa. Doberman, quase como nos bons tempos, falta pouco. Baiano, mal, mas fez três gols!!!


Agora o próximo é o Alphaville, time difícil, complicado, chato, mas tenho certeza que eles também estão preocupados. Devem ter ouvido em algum lugar, o que aqueles rapazes de camiseta branca tem feito em alguns campos de São Paulo. Vamos lá bafenses, muita calma, tranquilidade, e principalmente humildade, pois ainda falta muito para conseguirmos o tão sonhado objetivo. E lembrem-se, ganhando ou perdendo, "AMIGOS PARA SEMPRE".

2 de jun. de 2009

29 de mai. de 2009

19 de mai. de 2009

Coordenador técnico



Apresentado como Lero-Lero pelo então presidente Vicente Matheus na sua chegada ao Corinthians, Biro-Biro é até hoje um dos grandes ídolos da torcida corinthiana. Por onde anda é reconhecido pela cabeleira farta e descolorida, e lógico, pelos mais de 10 anos que envergou a camisa alvinegra. Mesmo após encerrar a carreira, continua sendo uma figura emblemática, sendo muito requisitado para programas esportivos, promoções de refrigerante, e até como candidato a algum cargo político, conseguindo se eleger no ano de 1989, e posteriormente em 1992.

Mesmo com todos os convites que recebe diariamente para trabalhar em diversos clubes do Brasil, Biro-Biro deu atenção especial a duas simpáticas figuras que o abordaram dia desses em jogo no Pacaembu. Os dois bem apessoados, vestimentas de grifes famosas. Um já aparece muito na tv, o outro penteia o cabelo com uma maritaca, e tem sotaque estranho, diz ele ser espanhol. Será? Sei que tinham uma proposta interessante, um projeto diferenciado desenvolvido por pessoas de visão para um time com nome esquisito, e o queriam como coordenador técnico, e ao mesmo tempo, por conta da figura carismática do jogador, um chamariz para novos e fortes patrocinadores (apesar de já possuir em sua carteira, parceiros de peso), assim como Ronaldo e o Corinthians.

Após muita especulação, e de diversas outras conversas depois do primeiro contato no estádio, foi acertado que Antônio José da Silva Filho, ou Biro-Biro é o novo coordenador técnico do Bafo da Lontra. Vai cuidar das categorias de base, auxiliar o treinador, e ainda emprestar sua popular imagem ao Bafo. "Se o Biro fizer fora do campo o que fazia dentro dele, será uma das melhores contratações feitas pela diretoria", exalta Rodrigo "Fralda" Giovanelli, churrasqueiro da equipe e dono de gráfica nas horas vagas.

"Após a montagem de um grande time, a aquisição do Lontrabus, montagem do CT em Itú, faltava apenas a contratação de um grande coordenador técnico, e isso foi realizado", revela Coré, o lateral isopor, diretor do Bafo, e instalador de cortinas nos momentos de lazer. Em tempo, as duas simpáticas figuras a que me referi no começo do texto eram simplesmente Rafa "Andres" Barajas, eterno presidente do Bafo, e Sir Blau, o águia de haia dos pampas, emérito treinador e que durante o último jogo parecia um pinto dentro de uma camisinha com sua capa de chuva...